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No início do século XXI, adentrando por um novo milênio, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem confirmar sua vocação de bem servir, por meio da busca incessante do conhecimento e das técnicas mais modernas e atualizadas empregadas nos serviços de bombeiros nos vários países do mundo.

As atividades de bombeiros sempre se notabilizaram por oferecer uma diversificada gama de variáveis, tanto no que diz respeito à natureza singular de cada uma das ocorrências que desafiam diariamente a habilidade e competência dos nossos profissionais, como relativamente aos avanços dos equipamentos e materiais especializados empregados nos atendimentos.

Nosso Corpo de Bombeiros, bem por isso, jamais descuidou de contemplar a preocupação com um dos elementos básicos e fundamentais para a existência dos serviços, qual seja: o homem preparado, instruído e treinado.

Objetivando consolidar os conhecimentos técnicos de bombeiros, reunindo, dessa forma, um espectro bastante amplo de informações que se encontravam esparsas, o Comando do Corpo de Bombeiros determinou ao Departamento de Operações, a tarefa de gerenciar o desenvolvimento e a elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros. Assim, todos os antigos manuais foram atualizados, novos temas foram pesquisados e desenvolvidos. 

Mais de 400 Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros, distribuídos e organizados em comissões, trabalharam na elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros - MTB e deram sua contribuição dentro das respectivas especialidades, o que resultou em 48 títulos, todos ricos em informações e com excelente qualidade de sistematização das matérias abordadas.

Na verdade, os Manuais Técnicos de Bombeiros passaram a ser contemplados na continuação de outro exaustivo mister que foi a elaboração e compilação das Normas do Sistema Operacional de Bombeiros (NORSOB), num grande esforço no sentido de evitar a perpetuação da transmissão da cultura operacional apenas pela forma verbal, registrando e consolidando esse conhecimento em compêndios atualizados, de fácil acesso e consulta, de forma a permitir e facilitar a padronização e aperfeiçoamento dos procedimentos.

É recorrente identificar a área de formação relativa à intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos, designados por matérias perigosas, como uma das que regista mais carências neste âmbito. Para responder a esta constatação o Manual de Formação Inicial do Bombeiro, que a Escola Nacional de Bombeiros tem vindo a editar, dedica o volume IX a esta importante matéria. Os bombeiros, para enfrentar de forma eficaz e eficiente as situações de acidente envolvendo matérias perigosas têm que estar dotados de conhecimentos, equipamento e treino que lhes permitam preservar a sua própria integridade física, bem como das pessoas e bens que pretendem socorrer e proteger. Este volume constitui um valioso contributo para a aquisição qualitativa de conhecimentos pelos bombeiros, adequados à fase inicial da sua formação.
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás tem experimentado nos últimos anos um grande avanço em todas as áreas, destacando-se aqui a parte operacional, motivo pelo qual todo planejamento estratégico da instituição converge a isso, visto que a qualidade no atendimento ao público é a prioridade da Corporação. Para termos unidade em nossas ações, a padronização de procedimentos é de vital importância para obtenção de elementos que nos canalize à melhoria deste processo referente ao atendimento externo. Nessa senda, o CBMGO tem investido no ensino para formar uma tropa com conhecimento elevado no que tange aos procedimentos operacionais mais atuais praticados pelas instituições de ponta do Brasil e do mundo, pois acreditamos que uma excelente formação profissional ampliará a capacidade e a qualidade do atendimento ao público. Além disso, o avanço na instrução de Bombeiros Militares perpassa pela política do Governo do Estado de Goiás no que ser refere à qualificação do servidor público. A estatística do número de ocorrências de resgate de 2010 a 2016 é superior a 470.000 atendimentos realizados pelo CBMGO, o que reforça a necessidade de investimentos realizados na área, pois somente com treinamento, repetição e trabalho em equipe poderemos melhorar ainda mais a qualificação de nossos militares nesta especialidade. 

A finalidade deste manual de resgate pré-hospitalar é de levar o conhecimento mais atual praticado na área de resgate a todos que desejarem desfrutar desta leitura. Com a publicação deste manual temos a certeza que essa jovem e vibrante 

Corporação encontra-se no caminho correto para tornar-se eficiente e eficaz, pois o planejamento estratégico adotado para os próximos anos dará a sustentabilidade necessária a um crescimento ordenado de todos os setores e em especial ao ensino, tão vital na construção de uma instituição melhor para todos nós.

Este documento "Destaques da Diretriz" resume as principais questões e mudanças da atualização de 2015 das Diretrizes da American Heart Association (AHA) para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e Cuidados Cardiovasculares de Emergência (ACE). Ele foi desenvolvido com o objetivo de focar os profissionais de ressuscitação e os instrutores da AHA na pesquisa de ressuscitação e nas recomendações mais importantes ou controversas, ou aquelas que provavelmente modificarão a prática ou o treinamento em ressuscitação. Além disso, a justificativa para essas recomendações é fornecida.

Como esta publicação pretende ser um resumo, não é feita qualquer referência aos estudos publicados em que se baseia, nem a classificação das recomendações ou níveis de evidência é incluída. Para obter informações e referências mais detalhadas, recomenda-se consultar a atualização das Diretrizes da AHA de 2015 para RCP e ECA, incluindo o resumo executivo publicado na Circulation em outubro de 2015, bem como consultar o resumo detalhado do Consenso Internacional de 2015 sobre RCP e Ciência ECC com Recomendações de Tratamento, publicado simultaneamente em Circulação e Ressuscitação. em um procedimento internacional de avaliação de evidências envolvendo 250 revisores de evidências de 39 países. 

O procedimento da revisão sistemática do International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) de 2015 foi muito diferente em comparação com o seguido em 2010. Para o procedimento de revisão sistemática de 2015, os grupos de trabalho do ILCOR classificaram os tópicos em análise por prioridade e selecionaram aqueles com um nível suficiente de abordagens científicas novas ou controversas para realizar uma revisão sistemática. Por causa desse trabalho de priorização, foram feitas menos revisões em 2015 (166) do que em 2010 (274).

Apresentar um livro como esta edição do Manual do Bombeiro é uma honra especial para mim. Durante muitos anos, todos os profissionais envolvidos em emergências falaram do "manual basco". Foi o livro de referência para os futuros bombeiros e também uma ajuda para toda a comunidade profissional.

Este "livro de cabeceira" foi publicado pela Direcção de Emergência do Governo Basco, onde tenho orgulho de trabalhar há muitos anos. Em minha extensa carreira profissional, pude ver como o "manual basco" era respeitado por todos.

Este novo manual carrega a essência do anterior, mas vai muito além. Responde às necessidades do século 21. E como Diretor da Academia Arkauta, estou satisfeito com o trabalho que todos fizemos. Uma Academia que tem um prestígio reconhecido na criação da Ertzaintza, está se movendo em direção à formação abrangente em segurança e emergências. E é neste último campo que, em tempo recorde, conseguimos levar a cabo um projeto há muito esperado: ter um Manual dos Bombeiros atualizado e altamente técnico, para uma profissão cada vez mais complexa e tecnificada, que deve responder às exigências e exigências de uma sociedade face ao risco. O papel unificador da Academia deve ser destacado. A própria estrutura dos Bombeiros dependente de Câmaras Municipais, Conselhos Provinciais e Consórcios torna essencial um esforço constante e intenso na articulação de responsabilidades e esforços comuns.

Este manual é o resultado de um esforço conjunto, no qual tivemos a colaboração e cooperação de todos os Bombeiros do País Basco: Bombeiros de Bilbao, Vitoria Gasteiz, Donostia San Sebastián, Bizkaia, Gipuzkoa e Araba, bem como membros dos Serviços de Emergência do Governo Basco e especialistas comprovados. E o que é mais importante, quero destacar o empenho dos autores que participaram abnegadamente para dar o melhor de si, seu conhecimento e experiência a todo o coletivo. Estamos confiantes de que lhe ofereceremos um trabalho de alta qualidade. Esperamos que gostem.

Com pouco mais de 10 anos de existência o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU 192 se anuncia como mais uma potente instituição do SUS, capaz de ligar todos os pontos de atenção da Rede de Urgência. Suas  Centrais de Regulação, distribuídas no território nacional, disponibilizam acolhimento e resposta às solicitações de atendimento de mais de 75% da população. Só em 2014, a previsão é que 13,6 milhões de solicitações de atendimento cheguem às Centrais de Regulação das Urgências e a resposta às necessidades desses cidadãos será realizada por mais de 55 mil profissionais de saúde que atuam no SAMU 192. Para isso, esses profissionais contam com  unidades de suporte básico, unidades de suporte avançado, motolâncias, ambulanchas e  unidades aeromédicas habilitadas e disponíveis. Esses profissionais exercitam diariamente uma luta em favor da saúde dos cidadãos e enfrentam toda a sorte de urgências, do parto à parada cardiorrespiratória, da crise convulsiva ao politraumatizado, da intoxicação à queimadura, da dor no peito à hipoglicemia e muito mais. 

É um verdadeiro desafio diário na busca por uma oferta de ações de saúde de qualidade. Diante dessa variabilidade e imprevisibilidade, para uma resposta pronta, eficaz e no momento oportuno, esses profissionais precisam muito mais do que ambulâncias, materiais e equipamentos. A boa estruturação, uma gestão efi ciente, educação permanente e ferramentas modernas de condução das ações e de apoio à tomada de decisão, podem auxiliar muito. O Ministério da Saúde tem efetivado ações que buscam o desenvolvimento institucional do SUS com intervenções tecnológicas, gerenciais e de capacitação por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) com a ajuda de importantes parceiros. Para o SAMU e a Rede de Urgência, dentre as várias ações de impacto que estão sendo desenvolvidas destacam-se a Capacitação Nacional dos Profissionais do SUS que já alcançou mais de 15 mil profissionais do SAMU e a elaboração dos “Protocolos de Intervenção para o SAMU 192”. Essas ações se complementam e preparam o caminho necessário para a disponibilização da melhor prática e consequentemente do alcance de melhores resultados de saúde. A elaboração de protocolos clínicos é internacionalmente reconhecida como uma ação efetiva para a melhoria de processos assistenciais e de gestão em saúde. Diante da forte presença do SAMU em todo o país, tais protocolos se concretizam como uma importante ação para o aprimoramento da qualidade da assistência prestada e com potencial impacto sobre toda a Rede de Atenção às Urgências e seus resultados. 

Nesse momento importante da evolução do SUS, apresento o 1º grupo de Protocolos Nacionais de Intervenção para o SAMU 192 para as modalidades de Suporte Avançado e Suporte Básico lançado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz por meio do PROADI. São temas relevantes que foram selecionados por seu impacto na morbimortalidade, sua frequência como motivo de solicitação ou sua importância para a estruturação dos serviços ou da Rede. O 2º Grupo de protocolos já está em desenvolvimento e seu lançamento, para complementação do material ora lançado, está previsto para o início de 2015. Os Protocolos Nacionais de Intervenção para o SAMU 192 foram construídos a partir da análise de experiências nacionais e internacionais de desenvolvimento de protocolos, da análise da legislação brasileira que rege o exercício profissional das diferentes categorias envolvidas no cuidado e sua base fundamental foi composta pela literatura científica mais recente sobre cada tema.

Os primeiros socorros são ações iniciais e imediatas prestadas a uma vítima de acidente ou mal súbito, antes da chegada de ajuda especializada. No Brasil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) é o principal órgão responsável por oferecer suporte emergencial pré-hospitalar à população. Para leigos pessoas sem formação na área da saúde conhecer noções básicas de primeiros socorros é fundamental, pois atitudes simples e corretas podem salvar vidas, minimizar sequelas e garantir maior segurança até a chegada da equipe profissional. Este conhecimento é especialmente importante em situações comuns do cotidiano, como quedas, cortes, engasgos, desmaios e paradas cardiorrespiratórias. Aprender a agir com calma, segurança e responsabilidade, além de saber acionar corretamente o SAMU, são passos essenciais para qualquer cidadão que deseja estar preparado para ajudar em emergências.



É um prazer poder escrever estas linhas, em nome de todos nós que participamos na elaboração deste guia operacional e daqueles que tornaram possível publicá-lo, porque o nosso grande sonho se tornou realidade: colocar à disposição de qualquer bombeiro o nosso conhecimento sobre tanques para o transporte de mercadorias perigosas e como agir sobre eles em caso de acidente; conhecimento adquirido a partir do interesse, da consulta, da prática e, em grande medida, da experiência. Como surgiu esse projeto? Com base em reuniões de trabalho periódicas que os membros das várias corporações de bombeiros iniciaram em 2012 com o objetivo de partilhar e avançar o conhecimento da intervenção face aos riscos tecnológicos. Ao longo destas reuniões iniciámos vários grupos de trabalho, um dos quais (o primeiro a finalizar e "materializar") tratou da elaboração deste guia que tem fisicamente ou "digitalmente" nas mãos.

Você logo perceberá que este guia é escrito por bombeiros e para bombeiros, especialmente por causa da abordagem prático e eminentemente operacional que queríamos dar-lhe. Muitos de nós lamentamos a ausência de um documento desta natureza, que pudesse ajudar-nos na formação de conhecimentos operacionais e na elaboração de procedimentos de intervenção. O corpo principal do documento é dedicado a expor a metodologia genérica de intervenção em acidentes envolvendo tanques de mercadorias perigosas, e deixa para os anexos o desenvolvimento mais exaustivo do conhecimento sobre tanques de transporte rodoviário ou ferroviário.

Esta metodologia genérica visa oferecer um sistema de intervenção em acidentes com mercadorias perigosas, especificando as funções táticas a serem desempenhadas pela operação da brigada de incêndio, e ordenando-as no tempo de acordo com sua prioridade. Acima de tudo, pretende-se que seja uma ajuda aos comandantes operacionais da intervenção. Os anexos abordam em grande detalhe a identificação e descrição das diferentes famílias de tanques, bem como os seus elementos mais característicos e os métodos de transferência e elevação em caso de capotamento. Muitos dos anexos têm praticamente vida própria. Sem mais delongas, convidamo-lo a entrar no mundo da intervenção em acidentes envolvendo petroleiros que transportam mercadorias perigosas. Quanto mais útil você encontrar este guia, maior será a nossa satisfação. 

Esta publicação com os “Destaques das Diretrizes” resume  os principais pontos de discussão e alterações feitas na  Atualização das Diretrizes de 2015 da American Heart  Association (AHA) para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP)  e Atendimento Cardiovascular de Emergência (ACE). Ela  foi desenvolvida para que os profissionais que executam  a ressuscitação e os instrutores da AHA possam focar na ciência da ressuscitação e nas recomendações MAIS importantes das diretrizes, ou controversas ou que resultem  em mudanças na prática ou treinamento da ressuscitação.  Além disso, explica o raciocínio adotado nas recomendações. Como esta publicação foi concebida como um resumo, ela não menciona os estudos de referência publicados e não informa Classes de Recomendações ou Níveis de Evidência. 

Para obter informações e referências mais detalhadas, incentivam se a leitura da Atualização das Diretrizes da AHA 2015 para RCP e ACE, inclusive o Resumo Executivo1, publicado na Circulation em outubro de 2015, e a consulta ao resumo detalhado da ciência da ressuscitação no Consenso Científico Internacional de 2015 sobre RCP e ACE, com recomendações de tratamento, publicado, simultaneamente, na Circulation2  e na Resuscitation.3 A Atualização das Diretrizes da AHA 2015 para RCP e ACE se baseia em um processo internacional de avaliação de evidências que envolveu 250 revisores de 39 países. O processo da revisão sistemática de 2015 do International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) foi bastante diferente quando comparado com o processo utilizado em 2010. No processo de revisão sistemática de 2015, as forças-tarefa do ILCOR priorizaram tópicos para revisão, selecionando aqueles em que havia novos conhecimentos e controvérsias suficientes para suscitar uma revisão sistemática. Em consequência dessa priorização, foram realizadas menos revisões em 2015 (166) do que em 2010 (274).

Desde os primórdios do atendimento de urgência na cidade de São Paulo, em 1951, quando se deram os primeiros passos rumo à institucionalização de um sistema eficaz de socorro pré-hospitalar, muitos profissionais dedicados têm desempenhado um papel essencial na construção e no aprimoramento dos protocolos que hoje orientam o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Esta trajetória não foi simples nem breve ela representa décadas de experiência acumulada, lições aprendidas nas ruas da maior metrópole do Brasil, avanços científicos e tecnológicos incorporados à prática cotidiana, e, acima de tudo, o compromisso inabalável de médicos, enfermeiros, condutores socorristas, técnicos, gestores e demais trabalhadores que, com coragem e responsabilidade, enfrentaram os desafios diários da emergência médica.

Estes protocolos, ora apresentados em sua versão atualizada, são frutos diretos desse longo percurso de dedicação coletiva. Foram moldados tanto por dados clínicos e evidências científicas quanto pelo olhar humano e sensível de quem conhece, na prática, as realidades do atendimento fora do ambiente hospitalar. São Paulo, sendo um centro urbano de complexidades sociais e logísticas únicas, exigiu soluções igualmente complexas e inovadoras. Assim, os protocolos aqui reunidos refletem não apenas normas técnicas, mas também uma profunda compreensão da urgência como fenômeno social, médico e ético.

Cada linha deste documento carrega consigo o esforço anônimo de centenas de profissionais que, ao longo das décadas, contribuíram com sugestões, revisões, relatos de caso, observações do cotidiano e reflexões técnicas. São homens e mulheres que atuaram em diferentes épocas, sob diferentes gestões e realidades, mas com um único propósito: garantir à população um atendimento de urgência ágil, seguro e humanizado.

É, portanto, com profundo reconhecimento que destacamos que a construção destes protocolos só foi possível graças ao empenho daqueles que integraram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência da cidade de São Paulo desde sua gênese, em 1951, até os dias atuais. A eles, nossa sincera homenagem. Que este material, ao mesmo tempo técnico e histórico, sirva como instrumento de orientação profissional e também como símbolo da memória e da valorização de todos que fizeram e fazem parte dessa história.

No início do século XXI, adentrando por um novo milênio, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem confirmar sua vocação de bem servir, por meio da busca incessante do conhecimento e das técnicas mais modernas e atualizadas empregadas nos serviços de bombeiros nos vários países do mundo.

As atividades de bombeiros sempre se notabilizaram por oferecer uma diversificada gama de variáveis, tanto no que diz respeito à natureza singular de cada uma das ocorrências que desafiam diariamente a habilidade e competência dos nossos profissionais, como relativamente aos avanços dos equipamentos e materiais especializados empregados nos atendimentos.

Nosso Corpo de Bombeiros, bem por isso, jamais descuidou de contemplar a preocupação com um dos elementos básicos e fundamentais para a existência dos serviços, qual seja: o homem preparado, instruído e treinado.

Objetivando consolidar os conhecimentos técnicos de bombeiros, reunindo, dessa forma, um espectro bastante amplo de informações que se encontravam esparsas, o Comando do Corpo de Bombeiros determinou ao Departamento de Operações, a tarefa de gerenciar o desenvolvimento e a elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros. Assim, todos os antigos manuais foram atualizados, novos temas foram pesquisados e desenvolvidos. 

Mais de 400 Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros, distribuídos e organizados em comissões, trabalharam na elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros - MTB e deram sua contribuição dentro das respectivas especialidades, o que resultou em 48 títulos, todos ricos em informações e com excelente qualidade de sistematização das matérias abordadas.

Na verdade, os Manuais Técnicos de Bombeiros passaram a ser contemplados na continuação de outro exaustivo mister que foi a elaboração e compilação das Normas do Sistema Operacional de Bombeiros (NORSOB), num grande esforço no sentido de evitar a perpetuação da transmissão da cultura operacional apenas pela forma verbal, registrando e consolidando esse conhecimento em compêndios atualizados, de fácil acesso e consulta, de forma a permitir e facilitar a padronização e aperfeiçoamento dos procedimentos.

Esta coleção de manuais para treinamento de bombeiros foi publicada no mesmo ano que aprovou a Lei do Sistema Nacional de Proteção Civil, que dá especial ênfase à o valor da formação para formar uma resposta autêntica, abrangente e sistémica da sociedade a emergências e catástrofes. Esta norma visa estabelecer os pilares básicos de ação para superar definitivamente antigos modelos de cuidado e eventual alívio de as calamidades. Uma delas é a formação adequada de todos os componentes do serviços públicos que intervêm em todas as fases da emergência, entre os quais reconhece o lugar principal que os bombeiros ocupam e sempre ocuparam. A formação possibilita a médio e longo prazo as intervenções dos múltiplos serviços que compõem no complexo sistema de proteção civil são feitos com a qualidade e eficiência que exigem expectativas dos cidadãos. É um trabalho ambicioso que agora se apresenta e que está alinhado com o objetivo legal anterior. Eu te disse. É uma grande satisfação para mim reconhecê-lo e elogiá-lo e por isso agradeço TRAGSA e CEIS Guadalajara a oportunidade que me dão de fazê-lo neste prólogo. 

Incêndios de todos os tipos constituem um dos riscos mais devastadores para a sociedade em todos os tempos e, claro, no atual. A necessidade de mitigar os seus efeitos tem sido ligada à origem das políticas públicas de proteção ao cidadão, que inicialmente repousavam principalmente nos corpos de bombeiros como instrumento essencial para realizá-los. Eles têm utilizou durante dois séculos técnicas adaptadas ao desenvolvimento das Administrações Públicas e corporativas e sempre confiaram na tecnologia disponível. O seu “talento profissional” é complexo e mutável e, portanto, exige cada vez mais contribuições de ciência e tecnologia e, essencialmente, uma transferência permanente de conhecimento de uma geração para outra. Esta edição responde a esta ambição, que quero salientar com essas palavras curtas.

Nestes manuais, os bombeiros contam com uma edição criteriosa com conteúdos que afetam toda a sua profissão, inclusive aquelas relacionadas à manutenção física e à prevenção de emergências. agências, tão necessárias no exercício muitas vezes arriscado das suas funções. E o preparação da gestão intermédia, tantas vezes adiada, tem um manual específico um guia confiável para o seu treinamento. Técnica e didaticamente, o nível apresentado por estes manuais é muito notável e contribuirá, sem dúvida, para a convergência da formação desses corpos, tão espalhados no passado. Este tipo de iniciativas contribui para a consolidação dação do Sistema Nacional de Proteção Civil.