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Este trabalho foi desenvolvido para proporcionar aos militares que desempenham a função de condutores e operadores de viaturas do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal condições para que possam, a partir dos conhecimentos aqui expostos, agir da melhor maneira possível e conscientes no trânsito em conduzirem viaturas da Corporação, seja se deslocando para uma ocorrência, seja em regresso para o quartel. Convidamos a todos a explorarem este material; procurando as soluções para suas dúvidas; aproveitando todas as informações úteis, que possam ser usadas diariamente por você, seja conduzindo viaturas ou o seu veículo particular. Aspiramos que você, condutor e operador de viaturas, adquira uma maior bagagem de informações que o auxiliem nas funções pertinentes e que desempenhe cada vez melhor a condução das viaturas quando estiver salvando vidas. O objetivo deste trabalho e de sua abordagem é apresentar um conjunto de técnicas de prevenção que o leve a usar plenamente toda a sua capacidade e habilidade para ser um condutor mais precavido, em virtude de estudos que demonstram a possibilidade de dirigir com mais segurança do que se dirige atualmente. Este manual procura, assim, oferecer condições de compreender “porque” e “como” ocorrem os diversos tipos de acidentes de trânsito; fornece os requisitos básicos para que inicie uma mudança de comportamento ao conduzir, condizente com um padrão que o leve a realizar cada deslocamento sem provocar ou se envolver em acidentes grandes ou pequenos. Dirigir sem se envolver em acidentes de trânsito só depende do comportamento do condutor, que sempre deve ter uma postura atenta. 

No Brasil, notadamente nas grandes cidades, o trânsito é um problema grave, em decorrência de fatores como: aumento constante e diário da frota circulante; ruas e rodovias cada vez mais congestionadas e inadequadas; motoristas mal-educados, despreparados e agressivos; completa impunidade aos “delitos” no trânsito.

Como consequência temos visto, cada vez mais, aumentarem o número e a gravidade dos acidentes, deixando como resultado um elevado número de mortos, de feridos e de deficientes físicos, tendo a maioria das vítimas entre 20 e 30 anos de idade.

⚠️ ATENÇÃO! 
A modificação e adaptação gráfica da capa deste manual foram realizadas pelo CESBOM, a quem são reservados os direitos referentes à sua elaboração e edição gráfica. A imagem da capa apresentada neste site destina-se exclusivamente à visualização e identificação do material.

No início do século XXI, adentrando por um novo milênio, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem confirmar sua vocação de bem servir, por meio da busca incessante do conhecimento e das técnicas mais modernas e atualizadas empregadas nos serviços de bombeiros nos vários países do mundo. As atividades de bombeiros sempre se notabilizaram por oferecer uma diversificada gama de variáveis, tanto no que diz respeito à natureza singular de cada uma das ocorrências que desafiam diariamente a habilidade e competência dos nossos profissionais, como relativamente aos avanços dos equipamentos e materiais especializados empregados nos atendimentos. Nosso Corpo de Bombeiros, bem por isso, jamais descuidou de contemplar a preocupação com um dos elementos básicos e fundamentais para a existência dos serviços, qual seja: o homem preparado, instruído e treinado. Objetivando consolidar os conhecimentos técnicos de bombeiros, reunindo, dessa forma, um espectro bastante amplo de informações que se encontravam esparsas, o Comando do Corpo de Bombeiros determinou ao Departamento de Operações, a tarefa de gerenciar o desenvolvimento e a elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros. Assim, todos os antigos manuais foram atualizados, novos temas foram pesquisados e desenvolvidos. 

Mais de 400 Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros, distribuídos e organizados em comissões, trabalharam na elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros - MTB e deram sua contribuição dentro das respectivas especialidades, o que resultou em 48 títulos, todos ricos em informações e com excelente qualidade de sistematização das matérias abordadas.

Na verdade, os Manuais Técnicos de Bombeiros passaram a ser contemplados na continuação de outro exaustivo mister que foi a elaboração e compilação das Normas do Sistema Operacional de Bombeiros (NORSOB), num grande esforço no sentido de evitar a perpetuação da transmissão da cultura operacional apenas pela forma verbal, registrando e consolidando esse conhecimento em compêndios atualizados, de fácil acesso e consulta, de forma a permitir e facilitar a padronização e aperfeiçoamento dos procedimentos.

O resgate em altura constitui uma modalidade de intervenção que exige elevado nível de preparação técnica, planejamento operacional, domínio dos equipamentos e rigor na aplicação dos procedimentos de segurança. O crescimento das áreas urbanas, industriais e de infraestrutura trouxe estruturas verticais de grandes dimensões, criando situações nas quais os meios convencionais de acesso podem não ser suficientes para alcançar uma vítima ou realizar uma operação de salvamento com segurança. Nessas circunstâncias, as equipes de emergência precisam estar preparadas para empregar técnicas específicas de acesso, progressão, posicionamento e resgate em altura. A segurança da operação depende de uma avaliação criteriosa do cenário e da correta utilização dos sistemas empregados. A escolha dos pontos de ancoragem, a configuração dos sistemas de segurança, a seleção das cordas e equipamentos, a organização do local de trabalho e o planejamento da evacuação são elementos fundamentais para reduzir riscos durante a intervenção.

As cordas ocupam papel central no resgate vertical, sendo utilizadas para acesso, progressão, posicionamento, segurança contra quedas e salvamento de vítimas. Por isso, é indispensável conhecer suas características, aplicações, condições de conservação e limitações. Da mesma forma, os sistemas de ancoragem precisam ser cuidadosamente selecionados e instalados, considerando sua resistência e a forma como as cargas serão transmitidas durante a operação.

Além dos equipamentos, o domínio das técnicas e dos procedimentos é essencial para uma atuação segura e organizada. O conhecimento sobre a cadeia de segurança, controle do risco de queda, utilização das cordas, sistemas de ancoragem e execução correta dos nós contribui para que a equipe possa desenvolver intervenções mais eficientes e coordenadas.

Neste conteúdo, serão apresentados os principais fundamentos relacionados ao resgate em altura, abordando aspectos de segurança, cordas, ancoragens, controle de quedas e técnicas utilizadas nas operações verticais. O objetivo é proporcionar uma compreensão estruturada desses elementos, destacando a importância da preparação, do planejamento e da execução técnica para a segurança dos profissionais e das vítimas.

Este manual foi criado para orientar os bombeiros de Columbus na busca por uma melhor compreensão das operações das equipes de viaturas de combate a incêndio (engine companies) à medida que avançam em seu treinamento de aprendizado. No entanto, este livro não se limita ao treinamento de aprendizes; ele foi concebido como material de referência para todos os membros do departamento. As informações contidas neste manual foram reunidas a partir de experiências passadas, manuais de fabricantes, cálculos e treinamentos anteriores. A mais importante dessas fontes são as experiências compartilhadas pelos membros do Corpo de Bombeiros de Columbus (CFD). Seus sucessos e fracassos foram utilizados para elaborar este manual, visando proporcionar a todos os membros do CFD uma melhor compreensão de seu papel na equipe da viatura de combate a incêndio. Os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) do CFD referentes às ações da equipe em locais de incêndio e outras emergências são fundamentais, e você deve familiarizar-se com eles. Eles servem como diretriz para auxiliar suas ações iniciais e facilitar o trabalho conjunto com outras equipes durante o atendimento a emergências. É importante compreender que os POPs devem ser seguidos sempre que possível. Contudo, é impossível criar um POP para cada situação que você enfrentará nesta profissão. Algumas decisões devem ser guiadas pela experiência e pelas circunstâncias apresentadas pela situação. Este manual está organizado em nove seções: Experiências, Equipamentos, Espuma, Considerações Gerais, Opções de Esguichos, Montagem de Linhas de Mangueira, Operação de Bombas, Jatos de Grande Vazão Elevados (Elevated Master Streams) e Demonstrações de Ensino e Habilidades Práticas.

Na primeira seção deste manual, você encontrará experiências compartilhadas por membros atuais e aposentados do CFD. Esses relatos foram compartilhados para permitir que você aprenda com as experiências deles sejam positivas ou negativas e para ajudá-lo a tomar suas próprias decisões quando chegar o momento. O serviço de bombeiros é uma profissão baseada na experiência; infelizmente, não há substituto para ela. Devemos prestar muita atenção ao que outros aprenderam enquanto nos dedicamos ao trabalho árduo e ao treinamento diário.

A segunda seção abordará as ferramentas e os equipamentos transportados na viatura, itens vitais para o sucesso de qualquer operação. A seção de equipamentos foi elaborada para ajudá-lo a se familiarizar com as capacidades e limitações de suas ferramentas. 

⚠️ ATENÇÃO! 
A modificação e adaptação gráfica da capa deste manual foram realizadas pelo CESBOM, a quem são reservados os direitos referentes à sua elaboração e edição gráfica. A imagem da capa apresentada neste site destina-se exclusivamente à visualização e identificação do material.

Se há uma atividade que depende fundamentalmente da colaboração de todos os envolvidos, essa atividade é a segurança contra incêndios. Mais do que a cooperação, as medidas preventivas exigem integração e regras absolutamente claras que norteiem as ações empreendidas e esperadas de cada agente. A vida humana é e sempre será o foco principal. Porém, quando o assunto são bens culturais é preciso ampliar o olhar. A relevância em resguardá-los transcende valores materiais, pois neles estão a identidade e a história de uma comunidade, de uma civilização. Vivenciando essa problemática em seu dia a dia, a Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros, Fundabom, se uniu ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado de São Paulo, CAU/SP, para a realização do Seminário Internacional de Segurança Contra Incêndios - Edificações de Interesse Histórico. Iniciativa inédita, o evento colocou lado a lado membros do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e do CAU/SP e profissionais das áreas de arquitetura, urbanismo e construção, entidades de classe, órgãos governamentais, organismos internacionais voltados à proteção do patrimônio histórico, museólogos, profissionais de segurança contra incêndios e interessados no tema.

O objetivo principal foi discutir e avaliar novas regras para a prevenção, segurança e combate a incêndios em edifícios de interesse histórico, artístico e cultural. Isso frente à necessidade de compatibilizar os procedimentos de preservação do patrimônio, reduzindo possíveis conflitos entre as ações de preservação dos bens e as de proteção efetiva das vidas humanas, acervos e imóveis. “Queremos intensificar o debate sobre as normas de preservação e sobre as exigências de adequação dos imóveis para prevenção de acidentes e garantia de acessibilidade e mobilidade. Os painéis têm foco na atual legislação e nas exigências legais de prevenção de acidentes e sinistros, levando-se em conta o respeito à integridade do edifício, além de normas e regras para bens tombados”, explicou o coronel Cassio Roberto Armani, comandante do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Nas últimas décadas, assistimos a um processo de conscientização em nível internacional para reduzir o número de mortes e lesões em acidentes de trânsito e minimizar as consequências que deles decorrem. Apesar dos esforços empreendidos para promover e disseminar programas de prevenção, os acidentes nas estradas continuam ocorrendo todos os dias.

Com o objetivo de dar um passo em frente na intervenção em situações tão dramáticas como os acidentes de viação, a Associação Profissional de Socorro em Acidentes de Trânsito (APRAT) desenvolveu o procedimento de trabalho estabelecido neste manual, com base nas mais recentes técnicas de resgate de vítimas em acidentes de viação.

O Procedimento Unificado para Resgate em Acidentes de Trânsito estabelece um sistema de trabalho coordenado e sequenciado para equipes de resgate promovido pela Organização Mundial de Resgate (WRO) em um ambiente seguro para vítimas e socorristas, bem como elementos de coordenação multidisciplinar com profissionais de saúde e segurança. Esse conjunto de diretrizes pode ser considerado uma ferramenta fundamental para a intervenção e gestão em situações críticas e oferecer aos cidadãos um atendimento diferenciado, eficiente e de qualidade no atendimento aos acidentes de trânsito.
 
Profissionais de diferentes serviços participaram da elaboração deste manual e foi coletada a experiência acumulada nas múltiplas atividades organizadas pela APRAT nos últimos quinze anos. A APRAT conta com profissionais com experiência comprovada em atendimento de emergência em nível nacional e colaborações com serviços em nível internacional como membro de primeiro nível da WRO desde 2008.
 
Da APRAT agradecemos o apoio recebido da Direção-Geral de Trânsito para a divulgação deste manual e esperamos que seja de auxílio a todos os profissionais envolvidos na assistência a acidentes de viação.

O presente documento visa dar subsídio técnico complementar para que Municípios e Estados desempenhem suas competências legais de, respectivamente, elaborar e apoiar a elaboração de Planos de Contingência Municipais para os riscos gerados por barragens existentes em seu território. Esses Planos têm como foco de atuação a área de impacto direto estimada para uma barragem em uma eventual situação emergencial. Uma situação emergencial em barragens pode ter duas fases, sendo a primeira uma fase interna, quando ações são realizadas no âmbito das responsabilidades do empreendedor, e o foco principal são as condições de operação, segurança e estabilidade. A segunda fase é externa, quando procedimentos emergenciais devem ser adotados pela população em risco e pelo poder público local. Os procedimentos da primeira fase são estabelecidos no Plano de Ação de Emergência - PAE, cujos requisitos são definidos pelos órgãos fiscalizadores de barragens no país. A fase externa contém ações típicas de Proteção e Defesa Civil, e seu planejamento deve estar estabelecido em Planos de Contingência Municipais. 

Por meio deste caderno busca‐se a construção de um conhecimento integrado que propicie uma visão padronizada para a convivência com os riscos gerados por barragens. Desse modo, são abordados os elementos básicos para a elaboração dos Planos de Contingência, bem como requisitos desejáveis para que haja maior efetividade das ações emergenciais. Adicionalmente, é proposta uma integração entre os PAE e os Planos de Contingência, dando‐se ainda ênfase às responsabilidades e ao compromisso social dos empreendedores, não apenas quanto aos requisitos de estabilidade da barragem, mas também quanto aos procedimentos e mecanismos de proteção da população, além das ações necessárias caso uma eventual situação de emergência ocorra. 

Salienta‐se que um Plano de Contingência é um esforço na tentativa de reduzir as chances de ocorrência de danos humanos em uma situação emergencial. Não há uma garantia absoluta de que nenhuma vítima ocorrerá, mas é certo que ao dispor de um planejamento prévio, que prepare a população exposta a um determinado risco, bem como os agentes públicos e privados responsáveis pelas ações emergenciais, aumentam‐se as chances de preservação de vidas e da integridade física das pessoas. 

Destaca‐se que o normativo setorial vigente já estabelece responsabilidades ao empreendedor quando há uma emergência em barragens. Cabem a ele as ações da fase interna da emergência, tanto as que se referem às condições de segurança e estabilidade da barragem, como os procedimentos emergenciais. 

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A modificação e adaptação gráfica da capa deste manual foram realizadas pelo CESBOM, a quem são reservados os direitos referentes à sua elaboração e edição gráfica. A imagem da capa apresentada neste site destina-se exclusivamente à visualização e identificação do material.