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O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás é uma instituição pública que possui como atribuição a prestação de serviço de socorro e emergência, nas mais variadas áreas de atuação. Uma pessoa, um animal ou mesmo um bem qualquer, pode estar exposto a perigo em diversas situações e nos mais diversificados locais, cabendo ao Corpo de Bombeiros Militar executar o salvamento e resgate onde quer que aconteça. Desta forma, apesar das ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros Militar ocorrerem, em sua grande maioria, em ambiente terrestre, até mesmo por se tratar do habitat natural dos seres humanos, em algumas outras situações elas podem acontecer em ambientes diferentes, como aquelas envolvendo vítimas presas em altura ou mesmo animais, nessas mesmas condições. Por esta razão, a edição deste Manual de Salvamento em Altura tem como objetivo principal a apresentação de estudo realizado, bem como a multiplicação de todo o conhecimento extraído e vivenciado em ocorrências de Salvamento em Altura, através da demonstração de técnicas e táticas a serem empregadas nas atividades de altura. 

O presente trabalho tem o importante papel de atualizar as técnicas e táticas, bem como apresentar as novas metodologias utilizadas para as atividades operacionais de Salvamento em Altura, podendo ser adotado como ferramenta de consulta pelos integrantes do CBMGO e demais interessados, para que os atendimentos da Corporação sejam, cada vez mais, dotados de padronização e qualidade no serviço prestado à sociedade. 

No contexto das operações de emergência, especialmente aquelas relacionadas a colapsos estruturais, salvamentos urbanos e intervenções em edificações comprometidas, o conhecimento técnico sobre o comportamento das construções deixa de ser um diferencial e passa a ser uma operacional crítica. As edificações, enquanto estruturas projetadas para suportar cargas e garantir estabilidade ao longo do tempo, tornam-se cenários complexos e potencialmente instáveis quando submetidas a ações extremas, como incêndios, impactos ou falhas estruturais. Compreender os princípios fundamentais da mecânica aplicada às estruturas como forças, momentos, equilíbrio e tensões permite ao profissional antecipar comportamentos, identificar sinais de colapso iminente e adotar estratégias seguras durante a intervenção. Esses conceitos, embora oriundos da física clássica, possuem aplicação direta no ambiente operacional, influenciando desde a leitura de uma estrutura até a execução de técnicas de escoramento e estabilização.

Além disso, a diversidade de materiais empregados na construção civil, cada um com propriedades específicas de resistência, elasticidade e térmica, adiciona um nível adicional de complexidade às ocorrências. Sob condições adversas, como elevadas temperaturas ou sobrecargas, esses materiais podem sofrer deformações significativas, comprometendo a integridade estrutural e elevando exponencialmente o risco para equipes de resgate.

Dessa forma, o estudo das edificações e seus comportamentos não deve ser encarado apenas sob a ótica teórica, mas como uma ferramenta essencial para a tomada de decisão em cenários reais. É a partir desse conhecimento que o bombeiro desenvolve a capacidade de atuar com precisão, segurança e eficiência, transformando conceitos técnicos em ações práticas que preservam vidas e minimizam danos.

No início do século XXI, adentrando por um novo milênio, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem confirmar sua vocação de bem servir, por meio da busca incessante do conhecimento e das técnicas mais modernas e atualizadas empregadas nos serviços de bombeiros nos vários países do mundo.

As atividades de bombeiros sempre se notabilizaram por oferecer uma diversificada gama de variáveis, tanto no que diz respeito à natureza singular de cada uma das ocorrências que desafiam diariamente a habilidade e competência dos nossos profissionais, como relativamente aos avanços dos equipamentos e materiais especializados empregados nos atendimentos.

Nosso Corpo de Bombeiros, bem por isso, jamais descuidou de contemplar a preocupação com um dos elementos básicos e fundamentais para a existência dos serviços, qual seja: o homem preparado, instruído e treinado.

Objetivando consolidar os conhecimentos técnicos de bombeiros, reunindo, dessa forma, um espectro bastante amplo de informações que se encontravam esparsas, o Comando do Corpo de Bombeiros determinou ao Departamento de Operações, a tarefa de gerenciar o desenvolvimento e a elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros. Assim, todos os antigos manuais foram atualizados, novos temas foram pesquisados e desenvolvidos. 

Mais de 400 Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros, distribuídos e organizados em comissões, trabalharam na elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros - MTB e deram sua contribuição dentro das respectivas especialidades, o que resultou em 48 títulos, todos ricos em informações e com excelente qualidade de sistematização das matérias abordadas.

Na verdade, os Manuais Técnicos de Bombeiros passaram a ser contemplados na continuação de outro exaustivo mister que foi a elaboração e compilação das Normas do Sistema Operacional de Bombeiros (NORSOB), num grande esforço no sentido de evitar a perpetuação da transmissão da cultura operacional apenas pela forma verbal, registrando e consolidando esse conhecimento em compêndios atualizados, de fácil acesso e consulta, de forma a permitir e facilitar a padronização e aperfeiçoamento dos procedimentos.

O Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo continua trabalhando intensamente! Todos os dias verificamos nos noticiários a atuação de nossos valorosos bombeiros, nos mais diversos atendimentos de emergências: acidentes de trânsito com vítimas; acidentes rodoviários envolvendo produtos perigosos; cortes de árvores e salvamentos de pessoas ilhadas em razão das fortes chuvas de verão; além de incêndios de várias naturezas, envolvendo estabelecimentos comerciais, residenciais e industriais. Aliás, no último dia 5 de janeiro tivemos um grande incêndio numa fábrica de fertilizantes em Cubatão, com vazamento significativo de nitrato de amônia, mas graças à rápida intervenção de nossas equipes, conseguimos conter os riscos que havia para os moradores de uma comunidade próxima à empresa, bem como o perigo de novas explosões, deixando o local em condições de segurança. Seguimos com nossa Operação Verão em todo o litoral e nas principais represas do Estado de São Paulo, contando com o incansável trabalho de nossos guarda-vidas na proteção dos banhistas. No período de verão do ano passado tivemos a descida de pouco mais de 6,5 milhões de veículos somente no Sistema Anchieta Imigrantes, o que representou um acréscimo em torno de 20 milhões de pessoas só no litoral centro-sul do Estado. Este ano, com a onda de calor que está fazendo, alia do à tendência de um maior afluxo de turistas para o litoral, temos a perspectiva de muito trabalho pela frente! 

Nesta edição da Revista Fundabom, nosso maior destaque é a comemoração do Jubileu de Prata da mulher no Corpo de Bombeiros. O ingresso de 37 mulheres em nossa corporação há 25 anos representou uma grande quebra de paradigma e se consolidou como um bom exemplo que acabou sendo seguido pelos outros Corpos de Bombeiros Militares de todo o País. Temos grande orgulho de dizer que nossas “Pioneiras do Fogo” também são pioneiras de todo o Brasil. Parabéns a nossas valorosas bombeiras!

Outro assunto de destaque é o referente à perícia de incêndio, com interessante entrevista com o superintendente da Polícia Técnico-Científica de São Paulo, Dr. Ivan Dieb Miziara. Verificamos que ainda há um grande campo de atuação a ser explorado pelos Corpos de Bombeiros Militares, que necessariamente não precisa ser no tocante a emissão de laudos periciais, mas sim de laudos técnicos, de modo a retroalimentar o Sistema de Proteção Contra Incêndios, com maiores subsídios à pesquisa cien tí fi ca, fechando o chamado “Ciclo Completo de Bombeiro”.

Dicas de como realizar corretamente a Reanimação Cardiopulmonar (RCP), importante conhecimento para a redução da chamada morte súbita, e interessante matéria de nosso Núcleo de Memória, a respeito dos deslizamentos de terra ocorridos no final da década de 1960 em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, completam um conjunto de informações que enriquece nosso conhecimento.

A Capacitação para utilização do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres - S2ID visa tornar os seus usuários aptos para operar o sistema da maneira mais completa e precisa possível. O objetivo é capacitar os usuários a interagir com as ferramentas do S2ID, registrar corretamente as informações sobre desastres, bem como adotar as melhores práticas nos processos de reconhecimento federal e solicitação de recursos para prevenção, resposta e reconstrução. A capacitação foi organizada e estruturada em cursos específicos para cada módulo e perfil de usuário (municipal, estadual e federal) no S2ID. De qualquer forma, os cursos são abertos para todos os interessados, sejam agentes de proteção e defesa civil ou o público em geral. Neste curso, Registro e Reconhecimento, o conteúdo é destinado especificamente ao usuário estadual, detalhando o passo a passo que o estado deve executar para realizar o registro de um desastre e a solicitação do reconhecimento federal da SE ou ECP, assim como acompanhar esse processo. Ademais, no intuito de esclarecer e aprofundar os conhecimentos para a atuação prática, estão presentes também determinados conceitos teóricos essenciais para o entendimento dos processos, bem como indicações de leituras complementares para entender a importância de cada etapa do processo de solicitação do reconhecimento federal.

O correto preenchimento dos dados no sistema é fundamental para proporcionar a conexão de informações e integração entre os diversos órgãos e Entes de proteção e defesa civil para uma caracterização ampla de desastres ocorridos em todo o país. Desse modo, é fundamental que você, usuário, preencha e detalhe todas as etapas com atenção e do modo mais completo possível.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás ao longo do tempo tem procurado padronizar suas ações nas operações subaquáticas. A falta de uma doutrina própria em nossa corporação tornava-nos dependentes dos manuais de outras entidades e corporações, às vezes ultrapassados e fora das nossas realidades cotidianas. A busca de uma identidade própria e a necessidade de uniformização nas atividades de mergulho vem de encontro com a publicação do Manual de Mergulho Autônomo. Esta obra foi preparada para atender aos mergulhadores do CBMGO, visando a prática do mergulho com a segurança que a atividade requer. É leitura essencial para os exames de habilitação obrigatórios aos candidatos a mergulhador, sendo uma fonte de embasamento e elucidação nas situações mais hostis, com as quais se deparam os profissionais e praticantes do mergulho. Trata também, com muita peculiaridade, da mulher mergulhadora, que hoje é uma realidade em nossa Corporação, no que diz respeito a algumas etapas de sua vida que influenciarão no seu mergulho: gestação, puerpério, ciclo menstrual etc. 

Didaticamente dividido com textos e ilustrações explicativas, o leitor facilmente compreenderá o ambiente a que se submete uma vez imerso nos inúmeros pontos de mergulho do Estado de Goiás. Complementarmente, atenta ainda, para os principais itens a serem observados pelo responsável por uma operação de mergulho, destacando a importância do planejamento anterior, bem como a fiel observância à norma operacional da atividade de mergulho da corporação. 

Esta mudança traz consigo uma série de benefícios sociais e trabalhistas ao CBMGO, pois o mergulhador, conhecedor de seus limites, trabalha com segurança, o que resulta em um aumento da qualidade de vida com benefícios a sua saúde física e mental. Já a sociedade de modo geral será beneficiada com a prestação de serviços mais eficientes. 

A compreensão do fogo e dos fenômenos que o envolvem constitui um dos pilares fundamentais da formação e atuação do profissional bombeiro. Longe de ser apenas um evento visual caracterizado por chamas e calor, o fogo é, em sua essência, um processo químico complexo, resultante de reações de oxidação-redução altamente exotérmicas, nas quais há transferência de energia e transformação da matéria em diferentes estados e produtos. Nesse contexto, o estudo da teoria do fogo permite ao bombeiro interpretar o comportamento dos incêndios com maior precisão, antecipar sua evolução e aplicar técnicas adequadas de combate e controle. A combustão, elemento central desse processo, manifesta-se de diferentes formas, podendo variar desde reações lentas e sem chama até fenômenos extremamente rápidos e destrutivos, como deflagrações e detonações, dependendo das condições de oxigenação, temperatura e tipo de combustível envolvido. Além disso, os produtos gerados durante a combustão como calor, fumaça, gases tóxicos e radiação representam riscos significativos tanto para as vítimas quanto para os próprios bombeiros. 

A fumaça, por exemplo, não apenas reduz a visibilidade, mas pode ser inflamável e altamente nociva ao organismo, enquanto gases como o monóxido de carbono e o cianeto de hidrogênio podem levar rapidamente à incapacitação ou à morte.

Dessa forma, dominar os fundamentos da teoria do fogo não é apenas um requisito acadêmico, mas uma necessidade operacional crítica. É por meio desse conhecimento que o bombeiro desenvolve a capacidade de agir com segurança, eficiência e estratégia, transformando ciência em ação e garantindo a preservação da vida, do patrimônio e do meio ambiente diante das mais diversas ocorrências.