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Os bombeiros dependem de ferramentas e equipamentos para realizar com sucesso diversas tarefas. Para responder e atuar em situações de alto estresse, é essencial que todos os bombeiros tenham um conhecimento excepcional não apenas das ferramentas disponíveis, mas também de como mantê-las e operá-las de forma segura e eficaz. Durante a formação na academia de bombeiros, dá-se ênfase para que o profissional conheça todos os aspectos das ferramentas descritas neste capítulo. Essas ferramentas não serão apenas aquelas que você utilizará para salvar uma vida, mas também podem ser as mesmas que você utilizará para salvar a sua própria vida. Existe uma grande variedade de ferramentas e equipamentos disponíveis para os bombeiros. Os equipamentos utilizados nos serviços de incêndio são resultado de mais de cem anos de evolução, provenientes de lições aprendidas por meio de tentativas e erros. Algumas ferramentas são bastante genéricas e versáteis em sua utilização, como uma marreta, que possui diversas aplicações. Outras são bastante específicas e foram desenvolvidas pelos próprios bombeiros para tarefas como o acesso a uma porta de elevador emperrada.

De modo geral, classificamos os equipamentos de combate a incêndio nas seguintes categorias:
Equipamentos movidos a gasolina
Equipamentos acionados hidraulicamente
Equipamentos acionados pneumaticamente
Equipamentos elétricos
Ferramentas manuais

Ao ler este capítulo, reserve um momento para criar imagens mentais de cada equipamento e das situações em que você poderá precisar utilizá-lo. Somente por meio de treinamento contínuo e experiência será possível reconhecer instintivamente e decidir qual é a ferramenta correta para cada situação.

No início do século XXI, adentrando por um novo milênio, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem confirmar sua vocação de bem servir, por meio da busca incessante do conhecimento e das técnicas mais modernas e atualizadas empregadas nos serviços de bombeiros nos vários países do mundo.

As atividades de bombeiros sempre se notabilizaram por oferecer uma diversificada gama de variáveis, tanto no que diz respeito à natureza singular de cada uma das ocorrências que desafiam diariamente a habilidade e competência dos nossos profissionais, como relativamente aos avanços dos equipamentos e materiais especializados empregados nos atendimentos.

Nosso Corpo de Bombeiros, bem por isso, jamais descuidou de contemplar a preocupação com um dos elementos básicos e fundamentais para a existência dos serviços, qual seja: o homem preparado, instruído e treinado.

Objetivando consolidar os conhecimentos técnicos de bombeiros, reunindo, dessa forma, um espectro bastante amplo de informações que se encontravam esparsas, o Comando do Corpo de Bombeiros determinou ao Departamento de Operações, a tarefa de gerenciar o desenvolvimento e a elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros. Assim, todos os antigos manuais foram atualizados, novos temas foram pesquisados e desenvolvidos. 

Mais de 400 Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros, distribuídos e organizados em comissões, trabalharam na elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros - MTB e deram sua contribuição dentro das respectivas especialidades, o que resultou em 48 títulos, todos ricos em informações e com excelente qualidade de sistematização das matérias abordadas.

Na verdade, os Manuais Técnicos de Bombeiros passaram a ser contemplados na continuação de outro exaustivo mister que foi a elaboração e compilação das Normas do Sistema Operacional de Bombeiros (NORSOB), num grande esforço no sentido de evitar a perpetuação da transmissão da cultura operacional apenas pela forma verbal, registrando e consolidando esse conhecimento em compêndios atualizados, de fácil acesso e consulta, de forma a permitir e facilitar a padronização e aperfeiçoamento dos procedimentos.

No cenário dinâmico e desafiador do serviço de bombeiros, onde cada segundo pode definir o desfecho entre a vida e a morte, a constante evolução torna-se não apenas desejável, mas indispensável. A atividade operacional, historicamente fundamentada na experiência prática e na força do trabalho em equipe, vem sendo progressivamente transformada pela incorporação de novas tecnologias, metodologias de treinamento e abordagens estratégicas de gestão. Ao mesmo tempo em que inovações como sistemas automatizados, realidade virtual e ferramentas de geolocalização ampliam a eficiência e a precisão das respostas emergenciais, surge um debate essencial: até que ponto o avanço tecnológico pode impactar habilidades tradicionais, como a memória muscular e o domínio técnico manual, que sempre foram pilares da atuação no combate a incêndios?Paralelamente, o serviço de bombeiros revela-se como um ambiente profundamente humano, onde liderança, comunicação e resiliência emocional desempenham papéis tão críticos quanto qualquer equipamento. A capacidade de transmitir experiências por meio de narrativas, por exemplo, destaca-se como uma poderosa ferramenta de ensino e ação, evidenciando que o conhecimento operacional vai além da técnica, envolvendo também cultura, valores e vivências compartilhadas.

Além disso, o contexto global marcado por crises como a pandemia reforça a importância dos bombeiros e demais primeiros respondedores como pilares invisíveis da sociedade, sempre prontos para atuar, muitas vezes sem reconhecimento proporcional à magnitude de suas contribuições.

É recorrente identificar a área de formação relativa à intervenção dos bombeiros em acidentes envolvendo produtos químicos, designados por matérias perigosas, como uma das que regista mais carências neste âmbito. Para responder a esta constatação o Manual de Formação Inicial do Bombeiro, que a Escola Nacional de Bombeiros tem vindo a editar, dedica o volume IX a esta importante matéria. Os bombeiros, para enfrentar de forma eficaz e eficiente as situações de acidente envolvendo matérias perigosas têm que estar dotados de conhecimentos, equipamento e treino que lhes permitam preservar a sua própria integridade física, bem como das pessoas e bens que pretendem socorrer e proteger. Este volume constitui um valioso contributo para a aquisição qualitativa de conhecimentos pelos bombeiros, adequados à fase inicial da sua formação.

Um acidente de trânsito é uma das experiências mais traumáticas que uma pessoa pode ter, e ainda assim milhares de pessoas o vivenciam todos os anos em nossa sociedade. Os acidentes de trânsito são uma das principais causas de mortalidade, lesões maiores e as consequências físicas e psicológicas que dele decorrem. É sabido que as estatísticas podem ser elaboradas e inventadas de mil maneiras, mas há dados objetivos que nos mostram a crueldade do que estou falando. As quase 9.000 mortes em 1989 em nossas estradas e cidades devido a acidentes de trânsito é um fato objetivo. Como é o número de 1.128 pessoas que perderam a vida em 2013 ou as 1.137 em 2014 e vamos deixar claro que não são números, são pessoas.

Como utente, exijo e cuido para que a estrada seja mantida nas melhores condições possíveis e, como utilizador do automóvel, peço e exijo que a minha segurança seja tida em conta. Não é despropositado, então, pedir e exigir que, em caso de acidente, eu seja atendido por pessoas treinadas no atendimento de acidentes de trânsito com a maior especialização possível. Um acidente ocorre como resultado de uma série de falhas. Nem a estrada nem os pneus estavam preparados para suportar a energia cinética que o(s) veículo(s) transportava(m), resultando em uma alteração indesejada da trajetória e uma série de acidentes. Podemos dizer que existem três colisões principais, a primeira é a que faz o carro bater contra o obstáculo (poste, árvore, outro veículo, curvas de sino, etc.), para evitá-lo a engenharia do carro funciona para que esse primeiro acidente não ocorra introduzindo a chamada segurança ativa ou primária, (ABS, Controle de Restabilização, controle de tração, etc.). Mas a falha ocorre e a primeira batida é inevitável, quando ocorre, ocorre a segunda batida, que é aquela em que os ocupantes impactam o veículo.

Para minimizar lesões, a engenharia estuda e desenvolve segurança passiva ou secundária (airbags, pré-tensionadores, ROPs, encostos de cabeça, barras laterais, etc.). E diante do terceiro choque, é o nosso próprio corpo que tem que suportar a enorme energia cinética liberada. Nesta fase nosso coração chega a impactar contra a caixa torácica, assim como o resto dos órgãos, e o cérebro impacta contra a abóbada craniana, os ossos são deformados e fraturados, os axônios de nossos neurônios se quebram e diante de tudo isso a engenharia do automóvel não consegue introduzir nada.

No início do século XXI, adentrando por um novo milênio, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem confirmar sua vocação de bem servir, por meio da busca incessante do conhecimento e das técnicas mais modernas e atualizadas empregadas nos serviços de bombeiros nos vários países do mundo.

As atividades de bombeiros sempre se notabilizaram por oferecer uma diversificada gama de variáveis, tanto no que diz respeito à natureza singular de cada uma das ocorrências que desafiam diariamente a habilidade e competência dos nossos profissionais, como relativamente aos avanços dos equipamentos e materiais especializados empregados nos atendimentos.

Nosso Corpo de Bombeiros, bem por isso, jamais descuidou de contemplar a preocupação com um dos elementos básicos e fundamentais para a existência dos serviços, qual seja: o homem preparado, instruído e treinado.

Objetivando consolidar os conhecimentos técnicos de bombeiros, reunindo, dessa forma, um espectro bastante amplo de informações que se encontravam esparsas, o Comando do Corpo de Bombeiros determinou ao Departamento de Operações, a tarefa de gerenciar o desenvolvimento e a elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros. Assim, todos os antigos manuais foram atualizados, novos temas foram pesquisados e desenvolvidos. 

Mais de 400 Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros, distribuídos e organizados em comissões, trabalharam na elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros - MTB e deram sua contribuição dentro das respectivas especialidades, o que resultou em 48 títulos, todos ricos em informações e com excelente qualidade de sistematização das matérias abordadas.

Na verdade, os Manuais Técnicos de Bombeiros passaram a ser contemplados na continuação de outro exaustivo mister que foi a elaboração e compilação das Normas do Sistema Operacional de Bombeiros (NORSOB), num grande esforço no sentido de evitar a perpetuação da transmissão da cultura operacional apenas pela forma verbal, registrando e consolidando esse conhecimento em compêndios atualizados, de fácil acesso e consulta, de forma a permitir e facilitar a padronização e aperfeiçoamento dos procedimentos.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás tem experimentado nos últimos anos um grande avanço em todas as áreas, destacando-se aqui a parte operacional, motivo pelo qual todo planejamento estratégico da instituição converge a isso, visto que a qualidade no atendimento ao público é a prioridade da Corporação. Para termos unidade em nossas ações, a padronização de procedimentos é de vital importância para obtenção de elementos que nos canalize à melhoria deste processo referente ao atendimento externo. Nessa senda, o CBMGO tem investido no ensino para formar uma tropa com conhecimento elevado no que tange aos procedimentos operacionais mais atuais praticados pelas instituições de ponta do Brasil e do mundo, pois acreditamos que uma excelente formação profissional ampliará a capacidade e a qualidade do atendimento ao público. Além disso, o avanço na instrução de Bombeiros Militares perpassa pela política do Governo do Estado de Goiás no que ser refere à qualificação do servidor público. A estatística do número de ocorrências de resgate de 2010 a 2016 é superior a 470.000 atendimentos realizados pelo CBMGO, o que reforça a necessidade de investimentos realizados na área, pois somente com treinamento, repetição e trabalho em equipe poderemos melhorar ainda mais a qualificação de nossos militares nesta especialidade. 

A finalidade deste manual de resgate pré-hospitalar é de levar o conhecimento mais atual praticado na área de resgate a todos que desejarem desfrutar desta leitura. Com a publicação deste manual temos a certeza que essa jovem e vibrante 

Corporação encontra-se no caminho correto para tornar-se eficiente e eficaz, pois o planejamento estratégico adotado para os próximos anos dará a sustentabilidade necessária a um crescimento ordenado de todos os setores e em especial ao ensino, tão vital na construção de uma instituição melhor para todos nós.