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Este manual foi criado para orientar os bombeiros de Columbus na busca por uma melhor compreensão das operações das equipes de viaturas de combate a incêndio (engine companies) à medida que avançam em seu treinamento de aprendizado. No entanto, este livro não se limita ao treinamento de aprendizes; ele foi concebido como material de referência para todos os membros do departamento. As informações contidas neste manual foram reunidas a partir de experiências passadas, manuais de fabricantes, cálculos e treinamentos anteriores. A mais importante dessas fontes são as experiências compartilhadas pelos membros do Corpo de Bombeiros de Columbus (CFD). Seus sucessos e fracassos foram utilizados para elaborar este manual, visando proporcionar a todos os membros do CFD uma melhor compreensão de seu papel na equipe da viatura de combate a incêndio. Os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) do CFD referentes às ações da equipe em locais de incêndio e outras emergências são fundamentais, e você deve familiarizar-se com eles. Eles servem como diretriz para auxiliar suas ações iniciais e facilitar o trabalho conjunto com outras equipes durante o atendimento a emergências. É importante compreender que os POPs devem ser seguidos sempre que possível. Contudo, é impossível criar um POP para cada situação que você enfrentará nesta profissão. Algumas decisões devem ser guiadas pela experiência e pelas circunstâncias apresentadas pela situação. Este manual está organizado em nove seções: Experiências, Equipamentos, Espuma, Considerações Gerais, Opções de Esguichos, Montagem de Linhas de Mangueira, Operação de Bombas, Jatos de Grande Vazão Elevados (Elevated Master Streams) e Demonstrações de Ensino e Habilidades Práticas.

Na primeira seção deste manual, você encontrará experiências compartilhadas por membros atuais e aposentados do CFD. Esses relatos foram compartilhados para permitir que você aprenda com as experiências deles sejam positivas ou negativas e para ajudá-lo a tomar suas próprias decisões quando chegar o momento. O serviço de bombeiros é uma profissão baseada na experiência; infelizmente, não há substituto para ela. Devemos prestar muita atenção ao que outros aprenderam enquanto nos dedicamos ao trabalho árduo e ao treinamento diário.

A segunda seção abordará as ferramentas e os equipamentos transportados na viatura, itens vitais para o sucesso de qualquer operação. A seção de equipamentos foi elaborada para ajudá-lo a se familiarizar com as capacidades e limitações de suas ferramentas. O CFD nos fornece um excelente conjunto de recursos e equipamentos. É nossa responsabilidade dominar sua utilização e suas capacidades. A terceira seção abordará informações sobre espuma. A espuma não é utilizada no dia a dia e, por isso, pode ser facilmente esquecida. No entanto, ela pode ser muito útil no combate a incêndios e em diversas outras táticas, quando necessário. A operação com produtos à base de espuma exige ferramentas e equipamentos específicos, além de conhecimento sobre como esses elementos funcionam em conjunto. Utilize esta seção para aprofundar sua compreensão sobre quando empregar a espuma e como utilizá-la com eficácia no local da ocorrência.

Se há uma atividade que depende fundamentalmente da colaboração de todos os envolvidos, essa atividade é a segurança contra incêndios. Mais do que a cooperação, as medidas preventivas exigem integração e regras absolutamente claras que norteiem as ações empreendidas e esperadas de cada agente. A vida humana é e sempre será o foco principal. Porém, quando o assunto são bens culturais é preciso ampliar o olhar. A relevância em resguardá-los transcende valores materiais, pois neles estão a identidade e a história de uma comunidade, de uma civilização. Vivenciando essa problemática em seu dia a dia, a Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros, Fundabom, se uniu ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado de São Paulo, CAU/SP, para a realização do Seminário Internacional de Segurança Contra Incêndios - Edificações de Interesse Histórico. Iniciativa inédita, o evento colocou lado a lado membros do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo e do CAU/SP e profissionais das áreas de arquitetura, urbanismo e construção, entidades de classe, órgãos governamentais, organismos internacionais voltados à proteção do patrimônio histórico, museólogos, profissionais de segurança contra incêndios e interessados no tema.

O objetivo principal foi discutir e avaliar novas regras para a prevenção, segurança e combate a incêndios em edifícios de interesse histórico, artístico e cultural. Isso frente à necessidade de compatibilizar os procedimentos de preservação do patrimônio, reduzindo possíveis conflitos entre as ações de preservação dos bens e as de proteção efetiva das vidas humanas, acervos e imóveis. “Queremos intensificar o debate sobre as normas de preservação e sobre as exigências de adequação dos imóveis para prevenção de acidentes e garantia de acessibilidade e mobilidade. Os painéis têm foco na atual legislação e nas exigências legais de prevenção de acidentes e sinistros, levando-se em conta o respeito à integridade do edifício, além de normas e regras para bens tombados”, explicou o coronel Cassio Roberto Armani, comandante do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo.

Nas últimas décadas, assistimos a um processo de conscientização em nível internacional para reduzir o número de mortes e lesões em acidentes de trânsito e minimizar as consequências que deles decorrem. Apesar dos esforços empreendidos para promover e disseminar programas de prevenção, os acidentes nas estradas continuam ocorrendo todos os dias.

Com o objetivo de dar um passo em frente na intervenção em situações tão dramáticas como os acidentes de viação, a Associação Profissional de Socorro em Acidentes de Trânsito (APRAT) desenvolveu o procedimento de trabalho estabelecido neste manual, com base nas mais recentes técnicas de resgate de vítimas em acidentes de viação.

O Procedimento Unificado para Resgate em Acidentes de Trânsito estabelece um sistema de trabalho coordenado e sequenciado para equipes de resgate promovido pela Organização Mundial de Resgate (WRO) em um ambiente seguro para vítimas e socorristas, bem como elementos de coordenação multidisciplinar com profissionais de saúde e segurança. Esse conjunto de diretrizes pode ser considerado uma ferramenta fundamental para a intervenção e gestão em situações críticas e oferecer aos cidadãos um atendimento diferenciado, eficiente e de qualidade no atendimento aos acidentes de trânsito.
 
Profissionais de diferentes serviços participaram da elaboração deste manual e foi coletada a experiência acumulada nas múltiplas atividades organizadas pela APRAT nos últimos quinze anos. A APRAT conta com profissionais com experiência comprovada em atendimento de emergência em nível nacional e colaborações com serviços em nível internacional como membro de primeiro nível da WRO desde 2008.
 
Da APRAT agradecemos o apoio recebido da Direção-Geral de Trânsito para a divulgação deste manual e esperamos que seja de auxílio a todos os profissionais envolvidos na assistência a acidentes de viação.

O presente documento visa dar subsídio técnico complementar para que Municípios e Estados desempenhem suas competências legais de, respectivamente, elaborar e apoiar a elaboração de Planos de Contingência Municipais para os riscos gerados por barragens existentes em seu território. Esses Planos têm como foco de atuação a área de impacto direto estimada para uma barragem em uma eventual situação emergencial. Uma situação emergencial em barragens pode ter duas fases, sendo a primeira uma fase interna, quando ações são realizadas no âmbito das responsabilidades do empreendedor, e o foco principal são as condições de operação, segurança e estabilidade. A segunda fase é externa, quando procedimentos emergenciais devem ser adotados pela população em risco e pelo poder público local. Os procedimentos da primeira fase são estabelecidos no Plano de Ação de Emergência - PAE, cujos requisitos são definidos pelos órgãos fiscalizadores de barragens no país. A fase externa contém ações típicas de Proteção e Defesa Civil, e seu planejamento deve estar estabelecido em Planos de Contingência Municipais. 

Por meio deste caderno busca‐se a construção de um conhecimento integrado que propicie uma visão padronizada para a convivência com os riscos gerados por barragens. Desse modo, são abordados os elementos básicos para a elaboração dos Planos de Contingência, bem como requisitos desejáveis para que haja maior efetividade das ações emergenciais. Adicionalmente, é proposta uma integração entre os PAE e os Planos de Contingência, dando‐se ainda ênfase às responsabilidades e ao compromisso social dos empreendedores, não apenas quanto aos requisitos de estabilidade da barragem, mas também quanto aos procedimentos e mecanismos de proteção da população, além das ações necessárias caso uma eventual situação de emergência ocorra. 

Salienta‐se que um Plano de Contingência é um esforço na tentativa de reduzir as chances de ocorrência de danos humanos em uma situação emergencial. Não há uma garantia absoluta de que nenhuma vítima ocorrerá, mas é certo que ao dispor de um planejamento prévio, que prepare a população exposta a um determinado risco, bem como os agentes públicos e privados responsáveis pelas ações emergenciais, aumentam‐se as chances de preservação de vidas e da integridade física das pessoas. 

Destaca‐se que o normativo setorial vigente já estabelece responsabilidades ao empreendedor quando há uma emergência em barragens. Cabem a ele as ações da fase interna da emergência, tanto as que se referem às condições de segurança e estabilidade da barragem, como os procedimentos emergenciais. Para a fase externa da emergência, avoca‐se o compromisso social e as responsabilidades do empreendedor frente aos riscos que o empreendimento gera à população, baseando‐se ainda no Código Civil Brasileiro e mesmo na legislação ambiental vigente. Desse modo, fica evidente a importância do desenvolvimento pelo empreendedor dos elementos básicos necessários à construção do Plano de Contingência, bem como sua participação em articulação com o poder público local na construção das ações de contingência a serem estabelecidas no Plano. Essa participação deve se dar tanto por meio de apoio técnico, como pelo custeio dos recursos a serem utilizados nessas ações.

A humanidade incorporou o fogo à sua rotina há milhares de anos e, ao longo do tempo, foi estabelecendo melhores formas de controlá-lo e de lidar com ele de maneira a comprometer cada vez menos sua integridade. Com isso, foram inseridas na prática humana e aperfeiçoadas tarefas como o aquecimento de alimentos, objetos e ambientes, a iluminação de locais, a incineração de resíduos e dejetos entre outras atividades que, em algum momento da história ou até hoje, utilizaram ou utilizam o fogo.  No entanto, um dos desafios que ainda perduram é o pleno controle do fogo. Equipamentos foram desenvolvidos e estratégias elaboradas para que se previna o alastramento desenfreado das chamas, mas, eventualmente, elas fogem ao controle, e este episódio chamamos de Incêndio.  Incêndio, portanto, é o nome dado ao fogo que foge ao controle e consome aquilo a que não deveria consumir, podendo, pela ação das suas chamas, calor e/ou fumaça, proporcionar danos à vida, ao patrimônio e ao meio ambiente. 

Da necessidade de se buscar meios para minimizar os estragos causados pelos incêndios, a sociedade organizada passou a se debruçar sobre o estudo do fogo, para que pudessem entender quais os meios mais apropriados para seu combate. O estudo do fogo, do incêndio e do arsenal de técnicas, equipamentos, pessoas e aparatos que podem ser utilizados para o seu controle e extinção é matéria de muito zelo por parte do Corpo de Bombeiros Militar.  A profissão de bombeiro militar surgiu pela necessidade de que houvesse um serviço público de extinção de incêndios e, desde seu início, vem se aperfeiçoando em técnicas e atividades, sempre vislumbrando salvaguardar vidas e bens.  

Sob esse prisma, este manual tem por escopo subsidiar as ações dos bombeiros militares do estado de Goiás, trazendo ao leitor uma visão sistêmica do combate a incêndio urbano. Nesta obra serão abordados pontos importantes acerca do comportamento do fogo e desenvolvimento dos incêndios, aspectos relacionados aos comportamentos extremos do fogo e seus efeitos nocivos aos seres humanos, que se configuram como informações basilares para o emprego das técnicas de combate.

As ações de busca e salvamento são, para os bombeiros, operações complexas que exigem uma diferente combinação de movimentos e equipamentos complementares. Existem dois objetivos centrais nas operações de busca e salvamento: procurar vítimas e obter informações sobre a extensão de um incêndio. O volume XI do Manual de Formação Inicial do Bombeiro detém-se na abordagem de técnicas e procedimentos cuja rigorosa adopção determina o sucesso da operação. A vítima e a preservação da sua vida constitui o principal alvo da atuação dos bombeiros para a qual as manobras de salvamento, tecnicamente sustentadas, constituem um indispensável instrumento. Esta circunstância faz deste volume uma peça fundamental da formação de base do bombeiro.
Os empregadores do serviço de bombeiros apresentaram, no final de julho, uma proposta anual de reajuste salarial de 2% para bombeiros e equipes de central de operações. Essa proposta chegou com quase um mês de atraso e, para piorar a situação, foi enviada a todas as autoridades de bombeiros antes que o FBU fosse devidamente consultado. Deixamos claro em nossa resposta que a proposta não atende, nem de longe, às necessidades de nossos membros que enfrentam uma década de estagnação salarial nem reconhece o trabalho realizado por bombeiros e equipes de central de operações no enfrentamento da pandemia de Covid-19. A proposta está agora em fase de consulta. Como sempre, a decisão caberá aos nossos membros. Em julho, o governo do Reino Unido finalmente divulgou propostas para solucionar a questão da discriminação ilegal por idade identificada nas reformas da previdência de 2015, após o FBU levar o caso à justiça e vencer. Foi interessante ver a mídia e a propaganda governamental tentarem retratar o custo de £ 17 bilhões para indenizar nossos membros e outros servidores públicos como uma espécie de roubo descarado perpetrado pelo sindicato trata-se de dinheiro que foi tirado de servidores públicos dedicados e que agora deve ser devolvido. Responderemos às propostas, que ainda não são definitivas, mas já deixamos claro que, se precisarmos enfrentar o governo novamente, o faremos.