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Descobrimos também, com o tempo, que nada é mais permanente no universo do que a mudança. Muda o nosso corpo, muda-se de escola, mudam os interesses, muda-se de emprego, cria-se nova família, enfim, tudo está sujeito a mutações. Essas mesmas questões, fundamentais para o ser humano, devem ser pensadas também em relação às organizações. De onde veio a Fundabom? A Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, entidade sem fins lucrativos, foi criada a partir da contribuição financeira de bombeiros (oficiais e praças, da ativa e veteranos) que acreditaram na importância de uma instituição que apoiasse o Corpo de Bombeiros para atingir sua missão: a proteção da vida, do meio ambiente e do patrimônio (nessa ordem de prioridade). Por que a Fundabom existe? Para promover e difundir a produção do conhecimento cultural e científico na área de emergências. Para onde vai a Fundabom? Ela caminha, com segurança e passos firmes, no sentido de seu crescimento no apoio ao Corpo de Bombeiros e na expansão de suas conquistas. Cabe a todos, mas principalmente aos dirigentes, conselheiros e colaboradores, manter sempre essas e outras questões em mente para decidir e ajudar a conduzir a instituição para atender às questões fundamentais da sua existência.

É preciso também ter a flexibilidade necessária para reconhecer as mudanças que o próprio tempo impõe e adaptar-se a elas, sem jamais perder o foco, mantendo-se fiel aos fundamentos de cada instituição. Mesmo nestes tempos de dificuldade pelos quais passa o Brasil, a Fundabom investe na divulgação de assuntos técnicos e de interesse geral dos bombeiros por meio desta revista. Oferece igualmente cursos de formação e especialização, presenciais e à distância, destinados a vários profissionais, dentre os quais cursos para capacitação de engenheiros, arquitetos e outros profissionais para atuarem no sistema estadual de proteção contra incêndios. Faz ainda parcerias com empresas e entidades, desenvolve campanhas de prevenção, oferece benefícios e vantagens aos integrantes do 

Corpo de Bombeiros e aos seus veteranos, seguindo com a forte resolução de ampliar cada vez mais sua abrangência. Enfim, a Fundabom está aqui para, seja por força estatutária, seja por empatia e solidariedade, apoiar os bombeiros no importante papel que exercem para a sociedade, que é o de salvar vidas.

O volume VII aborda um fenómeno que é transversal a uma significativa parte da actividade dos bombeiros, isto é, a combustão.

A correcta compreensão da fenomenologia da combustão constitui um importante instrumento na aquisição de um adequado suporte teórico das técnicas a adoptar para a extinção dos incêndios. Por isso, esta edição percorre um itinerário de conhecimento que parte da especificação da constituição da matéria e das suas propriedades, identifica o desenvolvimento e progressão de um incêndio e analisa os métodos de extinção e os agentes extintores.

O trabalho inclui, ainda, matéria sobre a classificação, características e

funcionamento dos extintores, bem como a actuação com os mesmos.

Com este volume prossegue a construção do «edifício» pedagógico e didáctico da formação de base do bombeiro, consubstanciada na edição do Manual de Formação Inicial do Bombeiro.

Nos sentimos honrados em prefaciar o presente livro, que acreditamos possa contribuir com o aperfeiçoamento da Segurança Contra Incêndio no Brasil, podendo despertar e firmar uma cultura prevencionista. Sabemos o quanto é severo um incêndio, que traz, dentre suas consequências, grandes perdas, afetando o patrimônio, o meio ambiente e, muitas das vezes, o que é irrecuperável, o sacrifício de vidas humanas. Sabemos, por outro lado, o incansável e dedicado trabalho de todos os bombeiros quando são chamados a intervir no combate a incêndios, dentre tantas outras emergências que atendem nos seus dia-a-dia, procurando fazer o melhor e o máximo para que tais perdas sejam minimizadas, sublimando-se quando conseguem, num esforço sobre-humano, salvar vidas. A despeito de toda essa nossa segurança que é garantida pelos bombeiros, não há dúvida de que o melhor a fazer é procurar evitar o surgimento do incêndio. O presente livro deixa isso patente, da possibilidade de se evitar as consequências danosas do incêndio com medidas de proteção passiva e, quando de seu surgimento, minimizando seus efeitos e buscando a sua extinção, com medidas de proteção ativa.

Este compêndio trata-se de um projeto, ora concretizado, idealizado há muito, inspirado na obra desenvolvida na Bélgica, “Guides Sécurité Incendie - Prévention Passive - Prévention Active”, com textos em francês, que traz as Medidas de Segurança Contra Incêndio comumente utilizadas em edificações residenciais, numa parceria firmada entre a FUNDABOM (Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo) e a FIREK (empresa de educação continuada), consciente de que a disponibilização de literatura faz com que um maior número de pessoas tenha acesso à doutrina, leis e normas que tratam a respeito e possam, assim, estudar mais sobre essa temática, de modo que quanto mais pessoas pensem sobre a segurança contra incêndio, melhores soluções possam ser encontradas.

O progresso tem propiciado cada vez mais projetos audaciosos de edificações cada vez mais altas, exigindo criatividade e inteligência na busca de soluções que garantam a estabilidade de suas estruturas e a rápida e segura evacuação de seus ocupantes numa situação emergencial, a exemplo dos incêndios, e medidas que possibilitem uma atuação rápida e automática para que a situação emergencial surgida possa ser suprimida no menor tempo possível, possibilitando o retorno às atividades normais no mais curto espaço de tempo.

No início do século XXI, adentrando por um novo milênio, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo vem confirmar sua vocação de bem servir, por meio da busca incessante do conhecimento e das técnicas mais modernas e atualizadas empregadas nos serviços de bombeiros nos vários países do mundo.

As atividades de bombeiros sempre se notabilizaram por oferecer uma diversificada gama de variáveis, tanto no que diz respeito à natureza singular de cada uma das ocorrências que desafiam diariamente a habilidade e competência dos nossos profissionais, como relativamente aos avanços dos equipamentos e materiais especializados empregados nos atendimentos.

Nosso Corpo de Bombeiros, bem por isso, jamais descuidou de contemplar a preocupação com um dos elementos básicos e fundamentais para a existência dos serviços, qual seja: o homem preparado, instruído e treinado.

Objetivando consolidar os conhecimentos técnicos de bombeiros, reunindo, dessa forma, um espectro bastante amplo de informações que se encontravam esparsas, o Comando do Corpo de Bombeiros determinou ao Departamento de Operações, a tarefa de gerenciar o desenvolvimento e a elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros. Assim, todos os antigos manuais foram atualizados, novos temas foram pesquisados e desenvolvidos. 

Mais de 400 Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros, distribuídos e organizados em comissões, trabalharam na elaboração dos novos Manuais Técnicos de Bombeiros - MTB e deram sua contribuição dentro das respectivas especialidades, o que resultou em 48 títulos, todos ricos em informações e com excelente qualidade de sistematização das matérias abordadas.

Na verdade, os Manuais Técnicos de Bombeiros passaram a ser contemplados na continuação de outro exaustivo mister que foi a elaboração e compilação das Normas do Sistema Operacional de Bombeiros (NORSOB), num grande esforço no sentido de evitar a perpetuação da transmissão da cultura operacional apenas pela forma verbal, registrando e consolidando esse conhecimento em compêndios atualizados, de fácil acesso e consulta, de forma a permitir e facilitar a padronização e aperfeiçoamento dos procedimentos.

Este documento "Destaques da Diretriz" resume as principais questões e mudanças da atualização de 2015 das Diretrizes da American Heart Association (AHA) para Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) e Cuidados Cardiovasculares de Emergência (ACE). Ele foi desenvolvido com o objetivo de focar os profissionais de ressuscitação e os instrutores da AHA na pesquisa de ressuscitação e nas recomendações mais importantes ou controversas, ou aquelas que provavelmente modificarão a prática ou o treinamento em ressuscitação. Além disso, a justificativa para essas recomendações é fornecida.

Como esta publicação pretende ser um resumo, não é feita qualquer referência aos estudos publicados em que se baseia, nem a classificação das recomendações ou níveis de evidência é incluída. Para obter informações e referências mais detalhadas, recomenda-se consultar a atualização das Diretrizes da AHA de 2015 para RCP e ECA, incluindo o resumo executivo publicado na Circulation em outubro de 2015, bem como consultar o resumo detalhado do Consenso Internacional de 2015 sobre RCP e Ciência ECC com Recomendações de Tratamento, publicado simultaneamente em Circulação e Ressuscitação. em um procedimento internacional de avaliação de evidências envolvendo 250 revisores de evidências de 39 países. 

O procedimento da revisão sistemática do International Liaison Committee on Resuscitation (ILCOR) de 2015 foi muito diferente em comparação com o seguido em 2010. Para o procedimento de revisão sistemática de 2015, os grupos de trabalho do ILCOR classificaram os tópicos em análise por prioridade e selecionaram aqueles com um nível suficiente de abordagens científicas novas ou controversas para realizar uma revisão sistemática. Por causa desse trabalho de priorização, foram feitas menos revisões em 2015 (166) do que em 2010 (274).
Embora as guerras significarem aporte de grandes tragédias à humanidade, há de se considerar também os inegáveis avanços no conhecimento técnico-científico em diversos seguimentos instrutivos, como na biologia, física, química, medicina e engenharia. Mesmo nos campos de batalha, eram instituídas as primeiras ações de remoção de vítimas propriamente ditas, a exemplo do serviço médico militar organizado pelos romanos, que consistia na movimentação de seus feridos em batalhas, destinando-os a locais previamente preparados para oferecer o primeiro atendimento médico. A partir do desenvolvimento dos balões de ar quente, que inicialmente foram utilizados apenas em ações de combate e reconhecimento de áreas dominadas pelo inimigo, o vetor aéreo foi empregado também na remoção de feridos, fato ocorrido por volta de 1870, durante a Guerra Franco-Prussiana, dando origem assim ao resgate aeromédico (GALLETI Jr., 2010).

Os balões se mostraram limitados no quesito manobrabilidade, ficando a mercê dos ventos. Entretanto, a aviação continuava seu desenvolvimento, o que produziu balões dirigíveis, como o “Zepelim VII”, utilizado também no atendimento aeromédico de feridos. No ano de 1903 os norte-americanos Oliver e Wilbur Wright conseguiram realizar o primeiro voo controlado de uma aeronave motorizada. Contudo, o primeiro voo devidamente homologado e reconhecido da história, foi realizado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, em 1906, a bordo do 14 Bis, marcando assim o surgimento do avião (FERRARI, 2013). Assim como os balões, os aviões primeiramente foram empenhados em atividades de combate em guerras. Os primeiros registros de empenho em atividades de resgate têm como marco inicial a Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918), ainda de forma incipiente.

A segunda edição do volume Combate a Incêndios Florestais do Manual de Formação Inicial ocorre num momento em que, na sequência da calamidade dos incêndios florestais que flagelou o país no verão de 2003, a temática da formação neste domínio ganha particular relevância pública e institucional. As alterações introduzidas na primeira edição centram-se, para além de aspectos de pormenor, na abordagem do método combinado de combate, bem como no desenvolvimento e ilustração do capítulo dedicado à Segurança. É fundamental que este e todos os demais volumes que integram o Manual de Formação Inicial do Bombeiro sejam assumidos como importantes instrumentos na formação continua dos elementos dos corpos de bombeiros. Só deste modo poderá concretizar-se o projecto formativo da Escola Nacional de Bombeiros, do qual o presente Manual é parte essencial e estrategicamente determinante.