O terrível acidente ocorrido em uma rua do distrito de Villa El Salvador, em decorrência de um vazamento de gás de um caminhão-tanque, motiva uma profunda reflexão por parte da sociedade peruana. E não apenas pelo resultado lamentável de cerca de trinta mortos e numerosos feridos alguns dos quais ainda lutam pela vida devido à gravidade de suas lesões, mas também pela necessidade de contar com um serviço de resposta a emergências devidamente equipado, que permita agir rapidamente para resgatar as vítimas presas, encaminhá-las a um centro médico e combater o incêndio de forma oportuna e eficiente. Nesse esforço em prol da vida e da saúde, as autoridades nacionais, regionais e locais têm um papel fundamental a desempenhar, contribuindo para o fortalecimento do serviço público de bombeiros. As carências são conhecidas, mas uma solução abrangente continua sendo adiada. É necessário um investimento significativo para preencher mais de mil vagas, apenas no que diz respeito aos motoristas das unidades móveis de emergência, bem como para a manutenção de veículos, equipamentos e ferramentas, ou para a aquisição de novos uniformes e sistemas de proteção para os bombeiros voluntários em suas operações de resgate.
As poucas municipalidades que realmente abraçaram a causa dos Bombeiros Voluntários estão dando o exemplo a ser seguido: incluir, no orçamento participativo, as demandas mencionadas anteriormente. Esperamos que as autoridades atuais e futuras compreendam que, para alcançar o crescimento do país e melhores níveis de bem-estar, a questão da segurança em emergências é uma prioridade que deve ser tratada de imediato.

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