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O combate aos incêndios florestais e em espaços naturais representa uma das atividades operacionais mais complexas dos serviços de emergência, exigindo preparação, organização, conhecimento técnico e atenção permanente à segurança das equipes. A dinâmica do fogo, as características do terreno e as condições encontradas durante a ocorrência podem modificar rapidamente o cenário, tornando fundamental uma atuação estruturada e capaz de se adaptar às circunstâncias. O Guide de Techniques Opérationnelles - Lutte contre les feux de forêts et d’espaces naturels, elaborado pela segurança civil francesa, reúne orientações destinadas a apoiar os profissionais envolvidos na prevenção e no combate a esse tipo de ocorrência. O documento apresenta princípios e técnicas relacionados à organização das equipes, utilização de equipamentos e veículos, segurança individual e coletiva, estabelecimento hidráulico e execução das diferentes manobras operacionais. A publicação também considera diferentes ambientes e situações de intervenção, destacando a necessidade de adequar os métodos empregados às características específicas de cada incêndio. Nesse contexto, a doutrina apresentada não deve ser compreendida apenas como uma sequência rígida de procedimentos, mas como uma referência para auxiliar o responsável pela operação na análise do cenário, na escolha das técnicas e na tomada de decisões táticas.

Dessa forma, o estudo desse material permite compreender como pessoal, equipamentos, recursos hidráulicos, veículos e estruturas de comando podem ser integrados em uma resposta organizada. A abordagem contribui para ampliar a compreensão sobre os desafios encontrados no combate aos incêndios em áreas naturais e sobre a importância de uma atuação coordenada, segura e tecnicamente fundamentada.

O croqui operacional constitui uma importante ferramenta de apoio às equipes de incêndio e salvamento, permitindo representar de maneira simples, objetiva e organizada as principais características do cenário de uma ocorrência. Por meio dessa representação, podem ser destacados elementos como edificações, acessos, volumes, níveis, áreas atingidas, obstáculos e possíveis caminhos de propagação do sinistro. Mais do que um simples desenho, o croqui funciona como um instrumento de comunicação e apoio à tomada de decisões, contribuindo para que as informações observadas no local sejam compreendidas e compartilhadas de forma mais clara entre os profissionais envolvidos na operação. Para isso, sua elaboração deve priorizar a simplicidade, a legibilidade e a representação dos elementos que realmente possuem relevância operacional. A técnica também permite desenvolver uma melhor percepção espacial da ocorrência, especialmente em ambientes complexos, nos quais a disposição das estruturas, os diferentes níveis e os possíveis sentidos de propagação podem dificultar a compreensão do cenário. A escolha adequada do ponto e do ângulo de observação contribui para produzir uma representação mais próxima da realidade encontrada no local.

Dessa forma, o conhecimento e a aplicação do croqui operacional representam um recurso relevante para a análise, comunicação e compreensão do cenário de emergência, auxiliando o profissional a transformar informações do ambiente em uma representação visual capaz de apoiar o desenvolvimento da operação.

O Guia de Técnicas Operacionais relativo à ventilação operacional reúne os principais métodos e técnicas utilizados regularmente em território nacional, que permitem atuar sobre os fluxos de fumaça, partículas ou calor durante as operações de socorro. Este documento serve de apoio aos guias de doutrina operacional, com o objetivo de especificar a tática operacional adotada pelo Comandante das Operações de Socorro, considerando a situação operacional apresentada. Ele permite aos serviços de incêndio e socorro adaptar suas escolhas metodológicas e técnicas em função dos riscos a serem cobertos e de sua organização. Considerando a necessidade imperativa de implementar um processo de melhoria contínua das nossas práticas, permitindo que a segurança civil francesa responda cada vez melhor às necessidades da população, este documento será objeto de atualizações regulares, de acordo com os eventuais retornos de experiência dos serviços de incêndio e socorro e com os resultados dos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento realizados nessa área.

Solicita-se que sejam levados ao conhecimento dos profissionais envolvidos na elaboração do processo operacional os elementos técnicos apresentados neste Guia de Técnicas Operacionais, tanto para a elaboração do seu dispositivo de resposta operacional quanto para assegurar a formação e capacitação de seus profissionais.

Em 2018, a Direção-Geral de Segurança Civil e Gestão de Crises publicou um guia doutrinário destinado à prevenção dos riscos relacionados à toxicidade da fumaça de incêndio. Essa orientação estratégica do plano de saúde, segurança e qualidade de vida no serviço é objeto de acompanhamento regular e de uma parceria reforçada, especialmente com o Fundo Nacional de Prevenção da Caixa Nacional de Aposentadoria dos Agentes das Coletividades Locais. Nos últimos dois anos, esses elementos doutrinários foram implementados nas unidades, fazendo surgir boas práticas. Além disso, estudos realizados em parceria com a DGSCGC permitiram aprimorar os equipamentos de proteção individual, levando em consideração o risco de exposição dos profissionais durante os incêndios em áreas naturais. Essas mudanças tornam necessária a atualização do guia doutrinário “Prevenção dos riscos relacionados à toxicidade da fumaça de incêndio”.
Esse documento tem como objetivo ser divulgado a todos os profissionais envolvidos na gestão das intervenções. Convido-os também a contribuir para a elaboração de documentos de compartilhamento de experiências, a fim de favorecer o aprimoramento dos guias doutrinários.

Os documentos de doutrina são concebidos e redigidos por um grupo de trabalho composto por representantes dos serviços de incêndio e salvamento, parceiros privados ou públicos e geradores de riscos. Do ponto de vista jurídico, a doutrina enquadra-se no chamado direito flexível (soft law): seu objetivo é apenas orientar a atuação e facilitar a tomada de decisão dos bombeiros durante suas intervenções, com base no conhecimento das melhores práticas identificadas a partir dos retornos de experiência, não tendo, de forma alguma, a finalidade de impor métodos de atuação rígidos. Como cada situação em campo possui suas particularidades, tentar estabelecer um único modelo teórico aplicável a todas elas seria incoerente. Dessa forma, somente orientações que possam ser adaptadas caso a caso são pertinentes e necessárias. A aplicação da doutrina exige discernimento para que seja adaptada às exigências e limitações de cada situação. A decisão, diante de uma situação específica, de afastar-se das orientações apresentadas nos documentos de doutrina faz parte do exercício do poder de avaliação e decisão, integrado à função de comando e inerente à missão em andamento.

Este documento tem como objetivo propor aos serviços de incêndio e salvamento uma visão harmonizada dos riscos existentes em silos, bem como detalhar suas características, de modo a auxiliar na tomada de decisão e na atuação operacional.

Por outro lado, este documento não tem como finalidade:
- propor um modelo operacional padrão para o gerenciamento dessas intervenções;
- detalhar os fenômenos operacionais e suas respectivas estratégias de combate;
- detalhar técnicas operacionais;
- atender às particularidades de determinado serviço de incêndio e salvamento, mas, sim, ser aplicável e utilizável por todos.

O leitor encontrará neste documento referências aos guias de doutrina ou de técnicas operacionais que detalham os temas comuns.

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Les techniques de sauvetage employées par les sapeurs-pompiers viennent d'évoluer grâce à la mise en service de matériels largement utilisés dans le domaine du secours en montagne ou de la spéléologie Alliant légèreté et résistance, ces matériels permettent la mise en oeuvre de techniques simples et rapides adaptées aux missions des sapeurs pompiers.
Les lots de sauvetage et protection contre les chutes sont destinés :
- au sauvetage ou mise en sécurité d'une personne par l'extérieur ;
- au sauvetage dans les puits, fosses ou en excavation ;
- à la protection contre les chutes de hauteur.
Toutefois, en présence de difficultés techniques dépassant les limites d'uti-lisation des lots de sauvetage et de protection contre les chutes, ou de vic-times nécessitant un conditionnement particulier, le chef d'agrès doit faire appel à une équipe spécialisée (GRIMP, montagne, etc...).